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SOBRE O DEMIN

O curso de Engenharia de Minas da UFMG tem sua origem no curso de Engenharia Industrial Metalúrgica, criado em 1945 pela Escola de Engenharia. Com sua extinção em 1960, criou-se o curso de Engenharia de Minas e Metalurgia, cujo desdobramento, em 1966, possibilitou o surgimento do curso de Engenharia de Minas.

A extração de minério de ferro em Itabira pela então estatal Cia. Vale do Rio Doce (CVRD) foi carro-chefe da estruturação do chamado Vale do Aço em Minas Gerais. Entre as décadas de 1960 e 1990, a CVRD e os investimentos na produção de aço transformavam o espaço brasileiro em um nó da rede internacional de mineração e siderurgia, demandando reestruturações e a implantação de novos estoques de densidades técnicas e informacionais, requisitos da atividade produtiva moderna.

A atividade mineral, ao longo de sua trajetória no país, tem se caracterizado como a base impulsionadora da sua industrialização e contribuição socioeconômica. As perspectivas de crescimento do setor para os próximos anos e a demanda por profissionais qualificados são muito positivas.

É consenso em todos os documentos elaborados por entidades governamentais e pelo setor produtivo que a formação de recursos humanos para a engenharia mineral não acompanhou seu crescimento, que há uma grande carência de profissionais da área no Brasil. Dados do INEP/MEC, apresentados pelo Secretário de Ensino Superior, Professor Luiz Cláudio Mota, no Ministério de Minas e Energia, em setembro de 2011, mostraram que, a despeito do aumento do número de vagas ocorrido nos últimos anos para os Cursos de Engenharia de Minas (instituições públicas e privadas), o número de concluintes está muito distante das projeções, feitas pelo Plano Nacional de Mineração 2030, sobre a necessidade desse profissional no mercado de trabalho. Considerando as projeções desse Plano, seriam necessários 500 engenheiros de minas/ano para atender às demandas da mineração, enquanto que, de acordo com as projeções do INEP/MEC, apenas 100 profissionais por ano seriam formados. Ressalte-se, contudo, que, independentemente da demanda por esses profissionais, cabe às Instituições responder com responsabilidade ao perfil do profissional que deve ser formado para atender ao setor.

No cenário de sustentabilidade imposto aos setores produtivos, a existência de grandes reservas de minérios e a demanda por bens minerais no mundo não serão suficientes para materializar as perspectivas positivas do Plano Nacional de Mineração – 2030 para a mineração brasileira e para os profissionais da engenharia de minas. A necessidade de desenvolvimento de novas tecnologias para a produção mineral mais limpa, para o aproveitamento de minérios de mais baixo teor, para o aproveitamento de seus rejeitos, bem como a contribuição social do setor, será fundamental para concretizar essas perspectivas. Em síntese, é sob um cenário de grandes desafios tecnológicos e de um novo saber sobre as relações mineração, meio ambiente e sociedade, que se coloca a formação dos engenheiros de minas da UFMG.

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